Uma nova identidade está sendo construída.
É um espaço desconfortável entre quem fomos e quem estamos nos tornando.
É uma época de turbilhões, com erros, acertos, buscas, desistências...
É ter consciência de que ainda estamos desenvolvendo uma consciência sobre nós.
É reconhecer padrões, compreender feridas, assumir desejos, estabelecer limites e perceber que podemos mudar comportamentos sem perder nossa essência.
É necessário compreender nossas escolhas, nossas feridas, nossos desejos e até as versões que criamos para sobreviver ao que vivemos.
E é necessário acolher quem somos sem acreditar que esta será nossa última versão.
É permitir que algumas identidades morram para que outras possam nascer.
Mas parece que quando olhamos para dentro procurando respostas encontramos perguntas ainda mais profundas.
E tudo parece que cada vez fica mais difícil.
Enquanto tentamos nos encontrar, talvez a vida esteja tentando nos ensinar algo ainda maior:
que eu não preciso estar completamente resolvida para viver.
Que não preciso conhecer todas as respostas para escolher um caminho.
Porque a vida não acontece apenas depois que finalmente nos encontramos.
A vida acontece durante, antes e depois de nos encontrarmos.
Acontece nas dúvidas, nas mudanças de direção, nos recomeços inesperados.
Nosso encontro acontece enquanto juntamos pedaços, enquanto abandonamos certezas, enquanto aprendemos a dizer adeus e seja bem-vinda a pessoa que um dia fomos e vamos ser.